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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Campanha: 1 milhão de Assinaturas pela Pessoa Desaparecida

25 Maio 2011



No dia 03 de outubro de 2009 minha filha Ana Paula Moreno Germano, de 23 anos, saiu de nossa casa na cidade de Carapicuiba (SP) às 5h30min para ir trabalhar, cumprindo uma rotina que já fazia há quase dois anos. Ela entrava às 6h da manhã em uma empresa no bairro de Alphaville, região de Barueri, São Paulo, onde eu também trabalhava, só que no horário da tarde. Às 13h30min, quando cheguei à empresa, descobri que Ana Paula não tinha aparecido no trabalho aquele dia. Na mesma hora liguei para o seu celular, mas estava fora de área. Minha filha mais velha, juntamente de seu esposo, foram me buscar para irmos a empresa de ônibus conseguir com o setor de tráfegos um relatório do cartão de passagem de ônibus, que naquele dia não havia sido usado. Como Ana Paula não tinha dinheiro na carteira, ficou claro que não embarcou no ônibus. Em seguida parti para as empresas de monitoramento da cidade, pois Alphaville tem muitas câmeras de segurança. Tive acesso a todas as imagens daquele dia, ficando claro que minha filha não chegou a passar pela região. Às 18h eu já estava dentro da delegacia registrando o B.O (Boletim de Ocorrência), no dia seguinte fui a D.H.P.P. em SP Capital, registrando a queixa, levei a foto dela para ser colocado no site da polícia. Dos policiais das delegacias por onde passei ouvi que eu já tinha levado 90% do trabalho pronto para a polícia. Até onde entendi, restava 10% para a polícia fazer, mas que não tiveram a capacidade de realizar. Da polícia tenho o B.O e mais nada. Não concederam nem a quebra do sigilo telefônico da minha filha, talvez a única maneira de conseguirmos uma pista.

São quase dois anos de muita luta com a Justiça em todos os setores: delegados, promotores, enfim, já tentei de todas as formas. Por desencargo de consciência fui até ao prefeito da minha cidade e dele ouvi que nada poderia ser feito. Diante de tanto descaso, resolvi buscar uma providencia. Comecei a montar um quebra cabeça colocando tudo o que precisaria ter acontecido e não aconteceu, tudo o que deveria ter sido feito e não foi, e comecei a escrever uma resposta daquilo que com certeza precisaria acontecer.Nessa investida soube que para ser apresentado ao Congresso Nacional um pedido que se comprova que o que existe não funciona, precisa, junto com o pedido de mudanças, ter 1 milhão de pessoas que queiram a mesma coisa. Resolvi então começar a recolher essas assinaturas para mudar a situação do desaparecimento de pessoas no Brasil. Estas assinaturas deverão ser recolhidas entre os estados brasileiros. Quem quiser me ajudar e a todas as mães de pessoas desaparecidas no Brasil, basta enviar nome completo, RG e a cidade para os endereços de correspondência em nota abaixo.Desistir dessa luta é desistir de minha filha, coisa que jamais farei.

Sinto em mim a dor de todas as mães dos desaparecidos, uma dor que nos enfraquece, que é a dor da incapacidade. Nos sentimos incapazes diante de tanto descaso, com nossos filhos sabe Deus onde, e nós sem poder fazer nada, esta dor é que nos aniquila. Mesmo assim nós, mães de desaparecidos, lutamos, temos projetos, temos sonhos e acreditamos que podemos mudar. Sei que são muitas as barreiras, que nem sempre temos forças ou condições de continuar, mas não importa. O que importa mesmo é a força e a fé que tenho que nós todas vamos vencer esta guerra. Para isso precisamos da sua assinatura.
Sandra Moreno, mãe de Ana Paula e é a mais nova integrante das Mães do Brasil, Mãe de Carapicuiba e autora da campanha.

Nota: Em breve estaremos lançando a petição on-line. Você pode também enviar sua lista de assinaturas contendo nome completo e RG para os endereços:
São Paulo: Av. Maria Helena, 243 - Carapicuiba CEP: 06320-970 Caixa Postal 53
Rio de Janeiro: Rua Laudelino Coelho, 361 - Barra Nova - Saquarema CEP: 28990-000


Fonte: MãesdoBrasil 


Célia Buarque: Meu pedido - Divulguem essa campanha. Esta dor é indescritivelmente cruel para quem sente. E, embora, não tenha esbarrado no descaso vejo que o mesmo não acontece com outras pessoas na mesma situação. Deus mandou os anjos para encontrar meu filho e peço-lhe, encarecidamente, que os mande novamente para encontrar os filhos de todos nós. Precisamos divulgar, sermos solidários a quem sofre.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

DEPOIMENTO DO PAI DA CRIANÇA ENCONTRADA

O fim de um drama‏

Danilo Bicalho (pai da criança encontrada)

Quando tudo diz que não, e parece que o mar não vai se abrir. Quando tudo diz que não, minha fé me dá coragem pra seguir, pois sei que não estou só, pois o Deus do impossível nos sustenta com sua mão e nos faz prevalecer ante todo o mal.

Uma dor indescritível, inexplicável. Uma dor assim só pode ser curada com algo ainda mais indescritível e inexplicável: o Poder de Jesus Cristo. Foram 135 dias distante de meu filho, sem informações, sem contato. Foram 135 dias que, se cruzados solitariamente, seriam insuportáveis. Mas o Espírito Santo esteve presente em minha vida por todos esses dias. Me guiando nas curvas que encontrei pelo caminho, me levantando em cada queda, em cada investida frustrada. E é apenas confiando no Senhor que consegui suportar todos esses dias.

Há uma semana, a mãe de meu filho (que havia fugido com ele sem dar notícias) me ligou para dizer que eu nunca mais veria meu filho e que, já que eu acreditava tanto em Deus, que eu pedisse a Ele para encontrá-lo. Após essa afronta ao poder do Senhor, tive plena certeza de que tudo iria terminar logo. E não demorou muito, 10 minutos depois recebi um contato via twitter dizendo que sabia onde ela estava. Uma resposta de Deus, não a mim, mas àquela que duvidou de seu poder.
Estive em Feira de Santana-BA, na semana passada, acompanhado de meu advogado, para buscar no endereço que me havia sido fornecido. Lá recebi a confirmação de que meu filho realmente encontrava-se na cidade, mas havia se mudado da casa que me informaram. Mas, o Espírito Santo de Deus continuava agindo, montamos uma rede na cidade com a ajuda dos funcionários da justiça, dos policiais militares que mais tarde descobri serem irmãos em Cristo, de amigos que montaram correntes de oração, etc.

Voltei de lá desapontado, mas com a certeza de que estava ainda mais perto. Foi quando na segunda feira, recebi uma ligação de um conhecido, de Feira de Santana, informando que a mãe após as investidas policiais, se sentiu pressionada e entregou a criança. Chegamos em casa hoje pela manhã. Ele está muito feliz por reencontrar todos os familiares, inclusive parentes maternos (bisavó e tias) que atravessaram esse espinhoso caminho juntamente comigo.

O Salmo abaixo reflete bem meu ânimo neste momento:

"Esperei confiantemente no Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor. Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira. São muitas, Senhor, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar". (Salmos, 40:1-5)


Minhas considerações: Creio em Deus acima de qualquer coisa e Ele dá provas que não abandona seus filhos (todos os seres que Ele criou) bastando para isso que tenham uma Fé incondicional. Esse depoimento pode servir para que outras pessoas, como o Danilo, possam ter a mesma força e o mesmo desfecho.

Quando fui eu que estava em desespero (desaparecimento do meu filho) me prostrei ao chão (joelhos ao chão literalmente) e entreguei ao Senhor toda a minha impotência diante do que estava acontecendo. Fiz tudo o que estava ao meu alcance mas só Deus pode transformar meus pequenos esforços e de todos os que nos ajudaram em um grande MILAGRE. 

Dou graças ao Senhor Nosso Deus por nunca nos abandonar, mesmo quando nos comportamos mal, mesmo quando não fazemos as coisas direito, ele é capaz de perdoar e arrumar nossa bagunça e nos dá, sempre, uma OUTRA CHANCE. 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CRIANÇA ENCONTRADA

Renata Bessa
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