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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Rapaz procurado no Facebook é encontrado morto

Rapaz procurado no Facebook é encontrado morto

Renan Fogaça, descanse na Paz de Deus!

 

Renan Fogaça foi baleado na cabeça e morreu no Hospital Estadual de Diadema, na Grande São Paulo THAÍS NUNES
thais.nunes@diariosp.com.br


A foto de um rapaz encostado em um carro vermelho, sequestrado na região de Pedreira, Zona Sul, comoveu os usuários da rede social Facebook nos últimos três dias. Pela internet, a irmã do metalúrgico Renan Fogaça Alípio, 22 anos, implorava por notícias do irmão desaparecido. A mensagem foi compartilhada por pelo menos 90 mil pessoas. Na tarde desta terça (18), o rapaz morreu no Hospital Estadual de Diadema, na Grande São Paulo. Ele foi baleado na cabeça pelos criminosos. 

Renan foi rendido na porta de casa às 21h30 do último sábado por homens armados. Segundo depoimento da família à polícia, a quadrilha realizou três saques da conta do metalúrgico e o Fiesta do jovem foi roubado. O delegado Irai Santos de Paulo, chefe do 98º Distrito Policial (Jardim Miriam), vai pedir ao banco comprovantes da movimentação bancária do rapaz desde o dia do sequestro.

Paulo informou que o hospital entrou em contato com a delegacia alertando sobre a chegada de um rapaz baleado, encontrado próximo à divisa de São Paulo e Diadema. Renan estava agonizando e não resistiu. O corpo foi reconhecido por familiares.

O caso foi registrado como roubo, já que a quadrilha não chegou a pedir resgate. A hipótese de execução também vai ser apurada. "A princípio, era um rapaz caseiro, sem inimigos. Estamos no início da investigação", disse o delegado.

O Fiesta foi localizado hoje, por volta do meio-dia, em Diadema. Ninguém foi preso. 

Cometário da Advogada
"Tenho uma posição sobre o fato acima... No dia que o Renan Fogaça foi levado por bandidos no interior de SP, ví sua imagem circulando pelo Facebook com pedido de ajuda feita por seus familiares. Achei temerário compartilhar essa foto do Ren...an, embora quisesse ajudá-lo de algum a forma. O fato é que nesses casos, à princípio um sequestro, tem a sua natureza arraigada no submundo do crime. Pensem e reflitam: a imagem do Renan foi veiculada em mais de 90 mil perfis nesses 3 dias, e quem garante que seus algozes não pertençam à Rede Social do Facebook??? E se por medo e receio de serem capturados, apressaram um final que poderia ter sido feliz, simplesmente escolheram o mais trágico para essa família??? 


Tenham cuidado nas escolhas do que realmente deve ser compartilhado, ainda mais em casos de crimes dessa natureza. Bandidos não tem nada a perder, mas a família de uma vítima sim! Entendo o desespero da família em buscar ajuda na rede social, mas em casos dessa natureza, é perigoso demais e expõe a vítima a esse final. Não foi um familiar que sumiu com o Renan, mas bandidos que não dão a menor importância para a sua própria vida, muito menos a de quem está em seu poder. Acredito que dessa vez a rede social atrapalhou, e apressaram fatos! Esses casos devem ser tratados "exclusivamente pela Polícia", e em total sigilo na transmissão de informações!!! Triste pela dor da sua família, e pela tentativa de encontrá-lo com vida não ter sido a mais correta!..." Adriana Lampert, Advogada



Discordo da Adriana embora reconheça que suas intenções são muito boas. Ocorre que nossas instituições falidas não nos dão a resposta esperada e ficar inerte aguardando que o pior aconteça é pedir demais para uma família, cuja dor é indescritível: Não concordo com a declaração que coloca o facebook como um agilizador da crueldade dos sequestradores. Sinceramente, esse tipo de pessoa não precisa de desculpas para serem cruéis. O que a irmã fez foi louvável e eles, ao contrário de nós, não tiveram a assistência necessária da polícia (segundo depoimento da irmã da vítima) e eu também divulguei no Orkut, e o meu filho (graças a Deus) voltou com vida. 


Um caso que me chocou profundamente pelas semelhanças com o que eu vivi ano passado. Mesma idade na época do ocorrido, mesmo período de tempo, mesmo apelo nas redes sociais... Quantas pessoas desaparecidas não são jamais encontradas? Eu só consegui registrar no site de desaparecidos depois da terceira tentativa, pois as datas do desaparecimento dos que já estavam lá  me chocava demais. 


Quantas famílias se queixam da inércia das instituições responsáveis? Um universo muito grande, infelizmente, de pessoas abandonadas a própria sorte e que encontram nas redes sociais uma forma acessível de pedir ajuda, socorro, gritar ao mundo a sua dor, para quem sabe assim, alguém se importar. Se não repassarmos estaremos nos omitindo e fechando os olhos diante de um problema tão grave.

Esta declaração, por melhor que seja as intenções dela e pela credulidade em instituições que, conforme dito acima, não deu a atenção que devia, é muito cruel com uma família que neste momento precisa mais de oração do que de críticas, pois só critica quem não passou por situação semelhante. 


Precisamos ter a medida certa de nossas palavras, pois elas servem como facas a torturar quem já foi por demais torturado: a família do rapaz. Colocá-los como responsáveis pelo final trágico é um fardo muito pesado e assustador. Não creiam nisso, façam o que fala o coração de vocês, pois é Deus nos guiando.


E ELE já está agindo no coração deles que, em meio a esta dor dilacerante, ainda estão preocupados em ajudar ao próximo doando os órgãos do jovem de apenas 22 anos. 


Senhor Jesus tenha piedade de nós e nos conceda forças suficientes para não fraquejarmos nesta difícil missão, que é viver num mundo tão violento.

Deus não é o culpado por esta tragédia e, sim, A AUSÊNCIA DE DEUS NOS CORAÇÕES DESSES SEQUESTRADORES E DE TODOS QUE SÃO CAPAZES DE QUALQUER TIPO DE CRUELDADE. Não há, no mundo inteiro, justificativa para a crueldade humana a não ser o desvirtuamento de sua condição de imagem e semelhança de Deus.